domingo, 13 de julho de 2008

Festivais: Crónicas

Rock In Rio- Não cheguei a tempo de ver Moonspell, mas ainda deu tempo para ouvir no lado de fora. Apocalyptica surpreenderam pela positiva ao apresentar um baterista (aos fãs da banda que já sabiam disto peço desculpa), o que dá muito, mas muito mais poder às suas covers. Machine Head foi a banda que me levou ao Parque da Bela Vista, para além de Metallica, e não desiludiram. Hallowed Be Thy Name, dos Iron Maiden, foi a surpresa da noite. Metallica foram iguais a si próprios. Músicas antigas intercaladas com músicas menos antigas e ainda com duas que não conhecia de lado nenhum. No geral foi bom, apesar de ter sido mais do mesmo.



Super Bock Super Rock- Horários esquisitos marcaram o dia mais pesado desta edição do SBSR. Slayer mais uma vez a tocar de dia e Iron Maiden a tocar antes de Rose Tattoo e Tara Perdida foi uma má decisão, mas pronto. Slayer, como sempre, arrebentou o Parque Tejo com o seu trash demolidor. Dave Lombardo continua a ser dos meus bateristas preferidos. Ao meu terceiro concerto de Iron Maiden vi o melhor. Para já começaram com aquela que eu sempre quis que eles tocassem e nunca tocaram. Aces High, que abriu o concerto. Faltaram algumas, mas com um concerto tão bom, perdoam-se essas ausências. Rose Tattoo e Tara Perdida não vi como forma de protesto.

Optimus Alive!- Entre tantas bandas só consegui ver Gogol Bordello, The Hives e Rage Against The Machine, passando de relance por Peaches. Gogol foi bom, com um som festivo, adequado a estas andanças de festivais, onde o povo quer é festa. Tinha grandes expectativas em relação aos The Hives. Desiludiram-me. Concerto fraquinho, vocalista com um ego do tamanho do mundo. Mau. Rage Against The Machine deram um concerto curto, mas intenso. Grande regresso de uma das melhores bandas do planeta. Na vertente mais política, referências a José Saramago e a Internacional Socialista na introdução ao encore marcaram este concerto. Destaque ainda para a quantidade incrível de miúdas giras que passaram pelo Passeio Marítimo de Algés. Podia ser sempre assim...